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Indicações
Apresentação de Ticlopidina
compr. rev. - 250mg
Indicações
Está indicado para reduzir o risco de apoplexia1 trombótica fatal ou não fatal (acidente vascular cerebral primário ou recorrente), em pacientes que já tenham experimentado AVC isquêmico completo, AVC menor, déficit neurológico isquêmico reversível ou ataque isquêmico transitório (inclusive amaurose monocular transitória). Prevenção de acidentes isquêmicos extensos, especialmente coronarianos, em pacientes com arteriosclerose obliterante crônica dos membros inferiores, com sintomas de claudicação intermitente. Prevenção e correção dos distúrbios plaquetários induzidos por circuitos extracorpóreos: cirurgia com circulação extracorpórea, hemodiálise crônica. Pode ser utilizado na prevenção da apoplexia, por pacientes intolerantes ao ácido acetilsalicílico.
Contra-indicações de Ticlopidina
Hipersensibilidade à ticlopidina. Diátese hemorrágica, sangramento ativo, risco de sangramento, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico e úlcera péptica em atividade. História de leucopenia, trombocitopenia e agranulocitose. Insuficiência hepática.
Reações adversas de Ticlopidina
Manifestações hemorrágicas, neutropenia e agranulocitose. Raros casos de aplasia de medula óssea, pancitopenia, púrpura trombocitopênica trombótica e casos isolados de trombocitopenia. Náusea e diarréia. Alterações da função hepática, icterícia colestática e elevação de transaminases. Elevação do colesterol e triglicerídeos. Reações de hipersensibilidade, incluindo vasculite, síndrome lúpica, rash e prurido cutâneo.
Ticlopidina - Posologia
Adulto: 250mg VO, 1 ou 2 vezes ao dia, durante as refeições.
Indicações: A sinvastatina é indicada em pacientes com doença coronariana para: a redução do risco de morte e de infarto do miocárdio não-fatal; a redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de ataques isquêmicos transitórios (AIT); a redução do risco de realização de procedimentos de revascularização do miocárdio ("bypass" da artéria coronariana ou angioplastia coronariana transluminal percutânea); a redução da progressão da arteriosclerose coronariana, incluindo a redução do desenvolvimento de novas lesões e de novas oclusões totais. Outra indicação da sinvastatina é para a hiperlipidemia: Redução dos níveis elevados de colesterol total, LDL-colesterol, apolipoproteína B e triglicérides em pacientes com hipercolesterolemia primária, hipercolesterolemia combinada (mista), quando a resposta à dieta e a outras medicações não-farmacológicas isoladamente tenha sido inadequada. A sinvastatina eleva o HDL-colesterol e, portanto, reduz a relação LDL/HDL-colesterol e a relação colesterol total/HDL. A sinvastatina também é indicada associada à dieta e à outras medidas não relacionadas à dieta para reduzir os níveis de colesterol total, LDL-colesterol e apolipoproteína B em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, quando a resposta a essas medidas for inadequada. |
Contra indicações: O uso da sinvastatina é contra-indicado em pacientes com doenças hepáticas ativas ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases séricas. Durante a gravidez e lactação (vide RESTRIÇÕES). Nos pacientes com antecedentes de hipersensibilidade à droga, a Sinvastatina também é contra-indicada. |
Precauções: Recomenda-se a realização de testes de função hepática antes do início da terapia e periodicamente depois disso, em todos os pacientes. Deve-se dar especial atenção àqueles pacientes que desenvolveram níveis elevados de transaminases séricas e, nesses pacientes, as medidas devem ser repetidas prontamente e realizadas mais freqüentemente. Se os níveis de transaminases mostrarem evidências de progressão, particularmente se elevarem acima de três vezes o limite superior de normalidade e de forma persistente, a droga deve ser descontinuada. A sinvastatina deve ser utilizada com cautela em pacientes que consomem quantidades substanciais de álcool e (ou) tenham antecedentes de doenças hepáticas. Assim como com outros hipolipemiantes, elevações moderadas (menores que três vezes o valor superior à normalidade) das transaminases foram relatadas durante a terapia com sinvastatina. Essas alterações aparecem logo após o inicio da terapia, foram geralmente transitórias e não acompanhadas por qualquer sintoma; a interrupção do tratamento não foi necessária. Elevações discretas e transitórias dos níveis de CPK (do músculo esquelético) têm sido comumente observadas em pacientes recebendo a sinvastatina, mas geralmente, sem qualquer significado clínico. A terapia com inibidores da HMG-CoA redutase tem sido raramente associada a miopatia (menos de 0,1% dos casos). Este diagnóstico deve ser considerado em todo paciente com mialgias difusas, hipersensibilidade muscular e/ou elevações importantes dos níveis de creatinina-fosfoquinase (CPK), isto é, acima de 10 vezes o limite superior de normalidade. Deve-se avisar aos pacientes sobre o possível risco de miopatia e orienta-los para que relatem prontamente dores, hipersensibilidade ou fraqueza muscular inexplicada. O uso da sinvastatina deve ser suspenso se ocorrerem níveis elevados de CPK ou se houver suspeita ou diagnóstico de miopatia. Sabe-se que o risco de miopatia com inibidores da HMG-CoA redutase aumenta substancialmente com terapia imunossupressora concomitante, incluindo ciclosporinas, ou com o uso simultâneo de um derivado fíbrico ou de doses hipolipemiantes de niacina. Houve raros relatos de rabdomiólise grave com insuficiência renal aguda secundária. Desta forma, os benefícios e os riscos da utilização concomitante da sinvastatina, com drogas imunossupressoras, com fibratos ou com doses hipolipemiantes de niacina (ácido nicotínico) devem ser cuidadosamente considerados. Pacientes recebendo concomitantemente ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg (veja POSOLOGIA, Terapia concomitante), já que o risco de miopatia aumenta substancialmente com doses mais altas. Deve ser considerada a interrupção da sinvastatina durante tratamento com um antifúngico sistêmico azólico ou um antibiótico macrolídeo. O uso de mibefradil juntamente com a sinvastatina deve ser evitado. O uso concomitante com outros medicamentos também conhecidos por possuírem efeito inibitório significativo na isoforma 3A4 do citocromo P450 em doses terapêuticas deve ser evitado a menos que os benefícios da terapia combinada superem os riscos aumentados. GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: A sinvastatina pode causar dano fetal quando administradas a mulheres grávidas. Portanto, deve ser administrada em mulheres em idade fértil apenas quando essas pacientes tiverem muito pouca probabilidade de engravidar. Se a paciente engravidar durante o uso da sinvastatina a droga deve ser descontinuada e a paciente avisada dos possíveis riscos para o feto. Não se sabe se a sinvastatina ou os seus metabólitos são excretados no leite humano e devido ao potencial para reações graves em lactentes, as mulheres em tratamento com a droga não devem amamentar seus filhos. PEDIATRIA: Ainda não foram comprovadas a segurança e a eficácia da sinvastatina em crianças. Portanto, não é recomendado para uso pediátrico. PACIENTES IDOSOS: A eficácia e a freqüência de achados adversos clínicos ou laboratoriais em pacientes com idade superior a 65 anos, mostrou similar àquela observada na população como um todo. |
Interações medicamentosas: Derivados cumarínicos, parecem aumentar ligeiramente o tempo de protrombina quando utilizados concomitantemente com a sinvastatina. Em pacientes tomando anticoagulantes o tempo de protrombina deve ser determinado antes do início da terapia com sinvastatina e depois, nos intervalos usualmente recomendados para pacientes sob terapia cumarínica. Fibratos: tem aumentado o risco de miopatia. Agentes imunossupressores, itraconazol e niacina: veja precauções. Interações alimentares: O uso concomitante com suco de "grapefruit" (pomelo ou toranja) pode aumentar a biodisponibilidade da sinvastatina, resultando num aumento do risco de miopatia e rabdomiólise. Alterações de exames laboratoriais: Interferências em exames laboratoriais: podem ocorrer elevações nos níveis de transaminases, fosfatase alcalina, y-glutamil-transpeptidase e da creatinina fosfoquinase sérica (veja reações adversas). |
Indicações de Rifamicina
. Infecções por germes Gram-positivos às rifamicinas, sempre em combinação com outro antibiótico ativo:
. Infecções da pele e tecidos moles (abcessos, flegmões, furunculose, piodermites, panarício, erisipela); infecções broncopulmonares, septicemia estafilocócica e osteomielite.
. Infecções das vias biliares causadas por germes Gram-positivos, Gram-negativos e por flora mista, na ausência de obstrução dos ductos biliares ou sindromes septicêmica.
Efeitos Colaterais de Rifamicina
A RIFAMICINA é geralmente bem tolerada; em raros casos poderão haver reações de hipersensibilidade com erupção cutânea; raramente poderá ocorrer edema de glote e choque anafilático.
Excepcionalmente poderão ocorrer distúrbios gastrintestinais (náuseas, vômitos ou diarréia) ou hepáticos (elevação moderada da bilirrubina e/ou de transaminases e icterícia). Poderá haver coloração alaranjada da pele, mucosas, lágrimas e urina.
Contra-Indicações de Rifamicina
Em pacientes com antecedentes de hipersensibilidade às rifamicinas, com insuficiência hepática grave ou com obstrução total dos ductos biliares.
Advertências
Tem-se relatado casos de germes mutantes resistentes durante o tratamento (fundamentalmente estafilococos) e este fato deve ser considerado nos casos de falha terapêutica nas quais deve-se mudar o antibiótico. Nos casos de bacteremia comprovada, as concentrações séricas de rifamicina não são bactericidas para todos os germes implicados e portanto deve-se utilizar terapia combinada com outros antibióticos. A rifamicina compete com a excreção biliar de bilirrubina e de bromosulfaleína no trato biliar. Por este motivo pode-se observar um aumento transitório dos níveis séricos destas substâncias, particularmente em pessoas com disfunção hepática. Nestes pacientes aconselha-se realizar avaliações das funções hepáticas utilizando-se amostras de sangue na manhã anterior à primeira administração do produto. Em pacientes com isuficiência renal, a posologia, a princípio, é a habitual, porém em tratamentos prolongados e em doses elevadas, deve-se avaliar as concentrações séricas do antibiótico.
RIFAMICINA contém metabissulfito de potássio, o qual pode desencadear reações alérgicas incluindo choque anafilático ou episódios asmáticos menos severos em pessoas sensíveis.
A prevalência geral de sensibilidade ao sulfito na população em geral não é conhecida e provavelmente seja baixa. A sensibilidade ao sulfito é observada mais freqüentemente em pessoas asmáticas.
Uso na gravidez e lactação: a experiência clínica internacional desde o lançamento do produto não revelou nenhum caso de teratogenicidade atribuível ao produto. Apesar disto, como qualquer outro produto, RIFAMICINA não deve ser administrada durante a gravidez e a lactação a menos que a juízo do médico, os benefícios potenciais superem os prováveis riscos do tratamento.
Indicações
A prednisona comprimidos é indicado para o tratamento de doenças endócrinas, osteomusculares, reumáticas, do colágeno, dermatológicas, alérgicas, oftálmicas, respiratórias, hematológicas, neoplásicas e outras que respondam à terapia com corticosteróides. A terapia corticosteróide hormonal é complementar à terapia convencional.
Distúrbios endócrinos - Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (em conjunto com mineralocorticóides, se necessário); hiperplasia adrenal congênita, tireoidite não supurativa; hipercalcemia associada a câncer.
Distúrbios osteomusculares - Como terapia complementar para administração por pequeno período na artrite reumatóide (para ajudar o paciente durante um episódio agudo ou exacerbação); osteoartrite (pós-traumática ou sinovite); artrite psoriática; espondilite anquilosante ; artrite gotosa aguda; bursite aguda e subaguda; fibrosite ; epicondilite; tenossinovite ; miosite .
Doenças do colágeno - Durante exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistêmico; cardite reumática aguda; polimiosite e dermatomiosite .
Distúrbios dermatológicos - Pênfigo; dermatite bolhosa herpetiforme; eritema multiforme grave (síndrome de Stevens-Johnson); dermatite esfoliativa; micose fungóide; psoríase grave; dermatite seborréica grave.
Distúrbios alérgicos - Controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes não tratáveis com terapia convencional, como: rinite alérgica sazonal ou perene; pólipo nasal; asma brônquica (incluindo estado de mal asmático); dermatite de contato; dermatite atópica (neurodermatite); reações medicamentosas ou por soro.
Distúrbios oftálmicos - Processos inflamatórios e alérgicos, agudos e crônicos, envolvendo os olhos e anexos, como conjuntivite alérgica, ceratite ; úlcera alérgica marginal da córnea; herpes-zoster oftálmico; irite e iridociclite ; coriorretinite ; inflamação do segmento anterior; uveíte posterior difusa e coroidite ; neurite óptica; oftalmia do simpático.
Distúrbios respiratórios - Sarcoidose sintomática; síndrome de Loeffler, sem resposta aos tratamentos convencionais, beriliose ; tuberculose pulmonar disseminada ou fulminante, quando acompanhada por quimioterapia antituberculosa apropriada.
Distúrbios hematológicos - Trombocitopenia idiopática e secundária em adultos; anemia hemolítica (auto-imune); eritroblastopenia ; anemia hipoplástica congênita.
Distúrbios neoplásicos - Como medicação paliativa de leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda em crianças.
Estados edematosos - Para induzir diurese ou remissão de proteinúria na síndrome nefrótica do tipo idiopático ou devida a lúpus eritematoso, mas somente na ausência de uremia.
Outros distúrbios - Meningite tuberculosa com bloqueio ou iminência de bloqueio subaracnóide, quando acompanhada por quimioterapia antituberculosa apropriada.
Contra-Indicações
A prednisona comprimidos é contra-indicado para pacientes com infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à prednisona ou a outros corticosteróides ou a quaisquer componentes de sua fórmula.
Advertências
Poderão ser necessários ajustes posológicos durante remissões ou exacerbações da doença em tratamento, resposta individual ao tratamento e exposição do paciente a situações de estresse emocional ou físico, como: infecção grave, cirurgia ou traumatismo. Poderá ser necessário monitoramento por um período de até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses altas de corticosteróides.
Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção, e novas infecções podem surgir durante sua administração. Quando os corticosteróides forem usados, poderão ocorrer baixa na resistência ou dificuldade em localizar a infecção.
O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior (especialmente em crianças), glaucoma com risco de lesão do nervo óptico, aumento do risco de infecções oculares secundárias por fungos ou vírus.
Altas doses de corticosteróides, bem como doses habituais, podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água, e aumento da excreção de potássio. Esses efeitos ocorrem menos com os derivados sintéticos, exceto quando em altas doses. Deve-se considerar a possibilidade de dieta com restrição de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.
Reações Adversas
As reações adversas a prednisona têm sido do mesmo tipo das relatadas para outros corticosteróides e habitualmente podem ser revertidas ou minimizadas com a redução da dose, sendo esse procedimento preferível à interrupção do tratamento com a droga.
Alterações hidroeletrolíticas: retenção de sódio, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, retenção de fluidos, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, hipertensão.
Alterações osteomusculares: fraqueza muscular, miopatia corticosteróide , perda de massa muscular, agravamento dos sintomas de Miastenia gravis , osteoporose , fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica da cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica de ossos longos, ruptura do tendão.
Alterações gastrintestinais: úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite , distensão abdominal, esofagite ulcerativa.
Alterações dermatológicas: retardo na cicatrização, atrofia cutânea, pele fina e frágil; petéquias e equimoses; eritema facial; sudorese excessiva; supressão da reação a testes cutâneos; reações como dermatite alérgica, urticária, edema angioneurótico.
Alterações neurológicas: convulsões; aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento; vertigem; cefaléia.
Alterações endócrinas: irregularidades menstruais; desenvolvimento de estado cushingóide; supressão do crescimento fetal ou infantil; insuficiência supra-renal ou hipofisária secundária, principalmente em casos de estresse (cirurgias, trauma ou doença); redução da tolerância aos carboidratos; manifestação de diabetes mellitus latente; aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pacientes diabéticos.
Alterações oftálmicas: catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma , exoftalmia.
Alterações metabólicas: balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico.
Alterações psiquiátricas: euforia, alterações do humor; depressão grave com manifestações psicóticas; alterações da personalidade; hiperirritabilidade; insônia.
Outras: reações de hipersensibilidade ou anafilactóides e reações do tipo choque ou de hipotensão.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
- Ação esperada do medicamento: A prednisona possui potente ação antiinflamatória, anti-reumática e
antialérgica, no tratamento de distúrbios que respondem aos corticosteróides. O início de ação da
prednisona é rápido e seus efeitos são observados 1 hora após a administração.
- Cuidados de armazenamento: Conservar na embalagem original e em temperatura ambiente, entre 15°
e 30° C, protegido da luz e umidade.
- Prazo de validade: 24 MESES a partir da data de fabricação contida na embalagem externa. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido.
- Gravidez e lactação: Como não existem estudos adequados quanto à reprodução humana, o uso da
prednisona durante a gravidez e lactação deve ser evitado, a não ser em caso de extrema necessidade e
com acompanhamento médico, considerando-se os riscos para a gestante, o embrião, feto ou recémnascido.
Recém-nascidos de mães que receberam doses substanciais de corticosteróides durante a
gravidez devem ser observados quanto a sinais de hipoadrenalismo.
- “Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término”.
“Informe seu médico se está amamentando”.
- Cuidados de administração: A prednisona deve ser ingerida com um pouco de líquido. A dose a ser
utilizada deverá ser orientada pelo médico. Se após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica
satisfatória, o tratamento com a prednisona deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser
instituída. Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá
ser descontinuado. Em caso de descontinuação do medicamento, após tratamento prolongado, deve-se
reduzir a dose gradualmente.
- “Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento”.
- Interrupção do tratamento: “Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
- Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: hipertensão, fraqueza
muscular, petéquias e equimoses, eritema facial, retardo na cicatrização, atrofia cutânea, sudorese
excessiva, supressão da reação a testes cutâneos, urticária, dermatite alérgica, convulsões, vertigem,
cefaléia, irregularidades menstruais, euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações
da personalidade, hiperirritabilidade, insônia, alterações do humor, reações de hipersensibilidade ou
anafilactóides e reações do tipo choque ou de hipotensão.
- “TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS”.
- Interações medicamentosas: O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina
pode reduzir os efeitos terapêuticos dos corticosteróides, por aumentar o metabolismo destes últimos. No
caso da administração simultânea de corticosteróides e estrógenos, pode ocorrer a exacerbação dos
efeitos do corticosteróide. Observa-se interação também com: diuréticos depletores de potássio,
glicosídeos cardíacos, anfotericina B, anticoagulantes cumarínicos, antiinflamatórios não-esteroidais,
álcool, ácido acetilsalicílico, hipoglicemiantes.
- “Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o
tratamento”.
- Contra-indicações e precauções: Este medicamento é contra-indicado para pacientes que apresentem
hipersensibilidade a prednisona, a outros corticosteróides, ou a qualquer dos componentes da fórmula.
Também é contra-indicado para pacientes com infecções sistêmicas por fungos. Pacientes que estejam
fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem evitar exposição à varicela ou
sarampo e, se expostos, devem receber atendimento médico, principalmente crianças.
- “NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA A SUA SAÚDE”.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A prednisona é um glicocorticóide sintético, que, quando administrada oralmente, é rapidamente
convertida em prednisolona biologicamente ativa. Os níveis de prednisona são mensuráveis meia hora
após a administração deste fármaco. O pico de concentração plasmática é alcançado entre 1 a 3 horas,
com meia-vida plasmática de 3 horas. O metabolismo de prednisona a prednisolona ocorre,
primeiramente, no fígado. Após administração oral de prednisona a pacientes com disfunção hepática
aguda ou crônica, os níveis séricos de prednisolona são significativamente menores que os observados em
indivíduos normais. A prednisona tem atividade mineralocorticóide leve. Os corticóides têm efeitos
metabólicos diversos e intensos e modificam a resposta imunológica a diversos estímulos.
INDICAÇÕES
A prednisona está indicada no tratamento das seguintes doenças:
Distúrbios endócrinos: insuficiência adrenocortical primária ou secundária (em conjunto com
mineralocorticóides, se necessário), hiperplasia adrenal congênita, tireoidite não supurativa,
hipercalcemia associada ao câncer.
Distúrbios osteomusculares: como terapia complementar para administração por pequeno período na
artrite reumatóide, osteoartrite (pós-traumática ou sinovite), artrite psoriática, espondilite anquilosante,
artrite gotosa aguda, bursite aguda e subaguda, fibrosite, epicondilite, tenosinovite, miosite.
Doenças do colágeno: durante exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de
Lupus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, polimiosite e dermatomiosite.
Distúrbios dermatológicos: pênfigo, dermatite bolhosa herpetiforme, eritema multiforme grave (Síndrome
de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose fungóide, psoríase grave, dermatite seborréica grave.
Distúrbios alérgicos: controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes, não tratáveis com terapia
convencional, como rinite alérgica, sazonal ou perene, pólipo nasal, asma brônquica (incluindo estado de
mal asmático), dermatite de contato, dermatite atópica (neurodermatite), reações medicamentosas ou por
soro.
Distúrbios oftálmicos: processos inflamatórios e alérgicos, agudos e crônicos, envolvendo os olhos e
anexos, como conjuntivite alérgica, ceratite, úlcera alérgica marginal da córnea, Herpes zoster oftálmico,
irite e iridociclite, coriorretinite, inflamação do seguimento anterior, uveíte posterior difusa e coroidite,
neurite ótica, oftalmia do simpático.
Distúrbios respiratórios: sarcoidose sintomática, síndrome de Loeffler, sem resposta aos tratamentos
convencionais, beriliose, tuberculose pulmonar disseminada ou fulminante, quando acompanhada por
quimioterapia antituberculosa apropriada.
Distúrbios hematológicos: trombocitopenia idiopática ou secundária em adultos, anemia hemolítica (autoimunológica),
eritroblastopenia, anemia hipoplástica congênita.
Distúrbios neoplásicos: como medicação paliativa de leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda
em crianças.
Estados edematosos: para induzir diurese ou remissão de proteinúria na síndrome nefrótica do tipo
idiopático ou devido a Lupus eritematoso, mas somente na ausência de uremia.
Outros distúrbios: meningite tuberculosa com ou sem iminência de bloqueio subaracnóide, quando
acompanhada por quimioterapia antituberculosa apropriada.
A terapia corticosteróide hormonal é complementar à terapia convencional.
CONTRA-INDICAÇÕES
A PREDNISONA ESTÁ CONTRA-INDICADA PARA PACIENTES COM INFECÇÕES SISTÊMICAS POR
FUNGOS, HIPERSENSIBILIDADE À PREDNISONA OU A OUTROS CORTICOSTERÓIDES OU A
QUAISQUER COMPONENTES DA FÓRMULA.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Poderão ser necessários reajustes posológicos durante remissões ou exacerbações da doença em
tratamento, resposta individual ao tratamento e exposição do paciente a situações de estresse
emocional ou físico, como: infecção grave, cirurgia ou traumatismo. Poderá ser necessário
monitoramento por um período de até um ano após o término de tratamento prolongado ou com
doses altas de corticosteróides.
Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção, e novas infecções podem surgir
durante sua administração. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer baixa na
resistência ou dificuldade em localizar a infecção.
Insuficiência secundária do córtex da supra-renal, induzida por medicamento, pode ser resultante
de retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da dose. Tal
insuficiência relativa pode persistir meses após a descontinuação da terapia; por essa razão, se
ocorrer estresse durante esse período, a corticoterapia deverá ser reinstituída. Se o paciente já
estiver fazendo uso de corticosteróide, a dose poderá ser aumentada, uma vez que a secreção
mineralocorticóide pode estar diminuída, devendo ser administrados concomitantemente sal e/ou
mineralocorticóide.
O efeito dos corticosteróides é aumentado em pacientes com hipotireoidismo e cirrose.
Recomenda-se uso cauteloso em pacientes com herpes simples oftálmico pelo risco de perfuração
da córnea.
Os corticosteróides podem agravar condições pré-existentes de instabilidade emocional ou
tendências psicóticas. Transtornos psíquicos podem ocorrer com o uso de corticosteróides.
É aconselhável cautela em relação a: colite ulcerativa inespecífica, quando houver possibilidade de
perfuração, abscesso ou outra infecção piogênica, diverticulite, anastomoses intestinais recentes,
úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e Miastenia gravis.
Como as complicações provenientes do tratamento com corticosteróides estão relacionadas à
dose e duração terapêutica, deve-se fazer uma avaliação do risco/benefício para cada paciente.
O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior
(especialmente em crianças), glaucoma com risco de lesão do nervo óptico, aumento do risco de
infecções oculares secundárias por fungos ou vírus.
Altas doses de corticosteróides, bem como doses habituais, podem causar elevação da pressão
arterial, retenção de sal e água, e aumento da excreção de potássio. Esses efeitos ocorrem menos
com os derivados sintéticos, exceto quando em altas doses.
Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Considerar a possibilidade de dieta
hipossódica e suplementação de potássio, quando os corticostereóides forem utilizados.
Os pacientes não devem ser vacinados contra varíola durante terapia com corticosteróides. Outras
imunizações também deverão ser evitadas, principalmente em pacientes que estão recebendo altas
doses de corticosteróides, pelos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de
resposta de anticorpos. Entretanto, processos de imunização podem ser realizados em pacientes
que estejam fazendo uso de corticosteróides como terapia substitutiva, por exemplo, para a doença
de Addison.
Pacientes que estejam fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem evitar
exposição à varicela ou sarampo e, se expostos, devem receber atendimento médico,
principalmente crianças.
O tratamento com corticosteróides na tuberculose ativa deve estar restrito aos casos de
tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é usado associadamente ao
esquema antituberculoso adequado. Caso haja indicação de corticosteróides em tuberculose
latente ou reatividade à tuberculina, torna-se necessária avaliação continuada. Durante terapia
prolongada, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia. Se a rifampicina for utilizada em um
programa quimioprofilático, seu efeito intensificador do metabolismo hepático dos
corticosteróides deverá ser considerado, ajustando-se a dose, se necessário.
A menor dose possível de corticosteróides deve ser usada no controle da condição sob tratamento.
Quando a redução da dose for possível, esta deverá ser gradual.
A corticoterapia pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides.
Uso durante a gravidez e lactação: Como não existem estudos adequados quanto à reprodução
humana, o uso da prednisona durante a gravidez deve ser evitado a não ser em caso de extrema
necessidade e com acompanhamento médico, considerando-se os riscos para a gestante, o
embrião, feto ou recém-nascido. Recém-nascidos de mães que receberam doses substanciais de
corticosteróides durante a gravidez devem ser observados quanto a sinais de hipoadrenalismo.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode reduzir os efeitos terapêuticos
dos corticosteróides, por aumentar o metabolismo destes últimos. No caso da administração simultânea de
corticosteróides e estrógenos, pode ocorrer a exacerbação dos efeitos do corticosteróide.
O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássio pode intensificar a
hipopotassemia. O uso de corticosteróides com glicosídeos cardíacos pode aumentar a possibilidade de
arritmias ou intoxicação digitálica associada a hipopotassemia. Os corticosteróides podem potencializar a
depleção de potássio causada pela anfotericina B. Deve-se acompanhar com exames laboratoriais
(dosagem de potássio, principalmente) todos os pacientes em tratamento com associação desses
medicamentos.
O uso de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos
anticoagulantes, podendo haver necessidade de ajustes posológicos. O efeito dos antiinflamatórios nãoesteroidais
e do álcool, somados aos dos glicocorticóides, podem resultar em aumento da incidência ou
gravidade de úlceras gastrintestinais.
Os corticosteróides podem reduzir as concentrações plasmáticas dos salicilatos. Nas
hipoprotrombinemias, o ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução, quando associado aos
corticosteróides.
Quando os corticosteróides estão indicados para diabéticos, podem ser necessários ajustes posológicos
nos hipoglicemiantes.
O tratamento com glicocorticóides pode inibir a resposta à somatotropina.
REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas à prednisona têm sido iguais às relatadas para outros corticosteróides e,
usualmente, podem ser revertidas ou minimizadas com a redução da dose, sendo este
procedimento preferível à interrupção do tratamento com a droga. As reações adversas incluem:
Alterações hidroeletrolíticas: Retenção de sódio e água, insuficiência cardíaca congestiva em
pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão.
Alterações osteomusculares: Fraqueza muscular, miopatia corticosteróide, perda de massa
muscular, agravamento dos sintomas de Miastenia gravis, osteoporose, necrose asséptica da
cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica de ossos longos e vértebras, ruptura do tendão.
Alterações gastrintestinais: Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite,
distensão abdominal, esofagite ulcerativa.
Alterações dermatológicas: Petéquias e equimoses, eritema facial, retardo na cicatrização, atrofia
cutânea, sudorese excessiva, supressão da reação a testes cutâneos, urticária, edema
angioneurótico, dermatite alérgica.
Alterações neurológicas: Convulsões, aumento de pressão intracraniana com papiledema
(pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento, vertigem, cefaléia.
Alterações endócrinas: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado Cushingóide,
insuficiência supra-renal ou hipofisária secundária, principalmente em casos de estresse (cirurgias, trauma ou doença), redução da tolerância aos carboidratos, manifestação de Diabetes
mellitus latente, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pacientes
diabéticos, supressão do crescimento fetal ou infantil.
Alterações oftálmicas: Catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular,
glaucoma, exoftalmia.
Alterações metabólicas: Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico.
Alterações psiquiátricas: Euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da
personalidade, hiperirritabilidade, insônia, alterações do humor.
Outras reações: Reações de hipersensibilidade ou anafilactóides e reações do tipo choque ou de
hipotensão.
ALTERAÇÕES EM EXAMES CLÍNICOS E LABORATORIAIS
Os corticosteróides podem alterar o teste de “Nitroblue Tetrazolium” para infecções bacterianas e produzir
resultados falso-negativos.
POSOLOGIA
As necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas tendo por base a gravidade da
doença e a resposta do paciente ao tratamento. A dose inicial de prednisona para adultos pode variar de 5
mg a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais
baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais
elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se,
após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, o uso da prednisona deve ser
descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.
A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 mg a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 mg a 60 mg por metro
quadrado de superfície corporal por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas
segundo as mesmas considerações feitas para adultos, em vez de se adotar rigidez estrita aos índices
indicados para idade ou peso corporal. Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose
adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a
intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter resposta clínica adequada seja obtida.
A prednisona pode ser administrada, em regime de dias alternados, a pacientes que necessitem de
tratamento prolongado, de acordo com julgamento médico.
Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser
descontinuado.
A exposição do paciente a situações de estresse, não relacionadas à doença básica sob tratamento, pode
necessitar de aumento da dose de prednisona. Em caso de descontinuação do medicamento após
tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente.
SUPERDOSE
Superdose aguda com glicocorticóides, incluindo a prednisona, não deve levar a situações de risco de vida.
Exceto em doses extremas, poucos dias de dose excessiva com glicocorticóides é improvável que
produzam resultados nocivos, na ausência de contra-indicações específicas, como em pacientes com
Diabettes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa, ou em pacientes que estejam fazendo uso de
medicações como digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos depletores de potássio. O seu
tratamento inclui a indução de êmese ou a realização da lavagem gástrica. As possíveis complicações
associadas devem ser tratadas especificamente.
CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO
Conservar na embalagem original e em temperatura ambiente, entre 15° e 30° C, protegido da luz e
umidade.
PARACETAMOL - Ações terapêuticas.
Analgésico, antipirético.
Propriedades.
O mecanismo de ação analgésica não está completamente determinado. O paracetamol e os salicilatos podem exercer sua ação inibindo a síntese de prostaglandinas no SNC e bloqueando a geração do impulso doloroso no nível periférico. A ação periférica também pode ser devida à inibição da síntese de prostaglandinas ou de outras substâncias - o de sua ação - que sensibilizam os nociceptores mediante estímulos mecânicos ou químicos. O paracetamol pode atuar de forma predominante no SNC, enquanto os salicilatos podem fazê-lo mediante ações periféricas. Atuam (produzindo a antipirese) no nível central, sobre o centro hipotalâmico regulador da temperatura, para produzir vasodilatação periférica. A ação central pode incluir inibição da síntese de prostaglandinas no hipotálamo. O ácido acetilsalicílico também inibe a agregação plaquetária. Após a administração oral, absorve-se de forma rápida e completa. O paracetamol metaboliza-se no fígado por conjugação com ácidos glicurônicos, sulfúrico e cisteína. O ácido acetilsalicílico hidroliza-se a salicilato no trato gastrintestinal, fígado e sangue, posteriormente, o salicilato é metabolizado no fígado. Eliminam-se por via renal Ä o paracetamol como metabólitos conjugados e o ácido acetilsalicílico de forma livre e como metabólitos conjugados.
Indicações.
Dor ligeira ou moderada, febre, inflamação ou artrite leves.
Posologia.
Adultos: até um total de 325 a 650mg a cada 4 horas, conforme necessidade. Recomenda-se não tomar esta associação durante mais de 10 dias seguidos, salvo prescrição médica. Dose máxima: até um total de 3,9g diários. Dose pediátrica Ä crianças de até 2 anos: a dose deve ser individualizada pelo médico, de 2 a 4 anos: até um total de 160mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade, de 4 a 6 anos: até um total de 240mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade, de 6 a 9 anos: até um total de 320mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade, de 9 a 11 anos: até um total de 400mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade, de 11 a 12 anos: até um total de 480mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade.
Reações adversas.
Com o uso prolongado de doses elevadas da associação, o risco de doença renal é maior do que quando administradas separadamente. O abuso de associações durante três anos ou mais pode provocar nefropatia grave e necrose papilar renal. São de rara incidência: cansaço ou debilidade não-habituais, dor de garganta e febre inexplicáveis. Sinais de superdosagem: diarréia, aumento da sudorese, anorexia, náuseas, vômitos, cãibras ou gastralgia, deposição sanguinolenta, erupção cutânea, urticária ou prurido (como reação alérgica). Os seguintes sinais indicam possível nefropatia depois de um tratamento a longo prazo e em doses elevadas: hematúria, colúria, micção dificultosa ou diminuída, edema.
Precauções.
Tomar a medicação com alimentos ou com água, para minimizar o risco de irritação gastrintestinal. É importante que as crianças não tomem mais de 5 doses ao dia ou durante mais de 5 dias seguidos, e que os adultos não o façam por mais de 10 dias seguidos. É preferível que os pacientes de idade avançada não a tomem durante mais de 5 dias seguidos, salvo indicação médica. Não tomar no caso de inflamação grave ou crônica nem de reumatismo sem consultar o médico. Não administrar a crianças nem adolescentes com sintomas de gripe ou de varicela sem consultar o médico, devido ao risco da síndrome de Reye. Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o consumo de álcool pode aumentar o risco de toxicidade gastrintestinal induzida pelos salicilatos e de toxicidade hepática induzida pelo paracetamol. A ingestão de salicilatos durante as 2 últimas semanas de gravidez pode aumentar o risco de hemorragia fetal ou neonatal. O uso regular de salicilatos no final da gravidez pode originar a constrição ou fechamento prematuro do canal arterial do feto. Pode provocar partos prolongados, nascimentos complicados e maior risco de hemorragia fetal ou materna. As crianças com febre e desidratação podem ser mais sensíveis aos efeitos tóxicos dos salicilatos.
Interações.
O uso crônico do paracetamol pode aumentar o risco de hepatotoxicidade nos alcoólatras crônicos ou nos pacientes que recebam regularmente outros fármacos hepatotóxicos. O uso permanente de barbitúricos ou de primidona diminui os efeitos terapêuticos do paracetamol. Pode aumentar o efeito dos anticoagulantes derivados da cumarina. O ácido acetilsalicílico pode aumentar a excreção urinária de ácido ascórbico.
Contra-indicações.
Úlceras sangrantes, outros estados hemorrágicos ativos e hemofilia. A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de alcoolismo, doença hepática, disfunção renal grave e hepatite viral.
http://www.medicdelivery.com.br/medicamentos/genericos/paracetamol-750mg-4-comprimidos.html
